Saudade
Palavra de marcas fundas,
Ranhuras deixadas n'alma,
lembranças inda obscuras,
imagens que guardo comigo.
Saudade de ti que te deixas,
pertencendo ao imaginário,
da alma perdida em encantos,
da mente vagando à procura.
De ti que se esvai aos poucos,
perdida em teu próprio leito,
de amores frios em noites quentes,
em meio ao sol de auroras mornas.
De ti que sonegas carinho,
palavras que lanço e não voltam,
amores que dou não recebo,
estrela negra que absorves o mundo.
WALSIMAR BRANDÃO
Lauro de Freitas, (BA), 17.09.2007
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