Vai menino passageiro, pelas nuvens ansiosas
Entre as brumas que afagam
Sombrias horas de solidão
Vai arfante caminhante, por horizontes azulados
Vislumbro avante o alazão
Que conduz esses passantes
Pelos campos da paixão
Sonhadores, que quimeras vaporosas
Em vão tateiam, nos solilóquios da lembrança
Vai que esperam por ti,
Nas sombrias horas da viração,
Um bando de bardos que avoaram
Em busca do calor do verão.
Lauro de Freitas, BA, 12 de julho de 2009.
WALSIMAR BRANDÃO