Recortes Culturais

21 de março de 2011

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE SE VAI

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE SE VAI


Há sempre alguém que se vai,
No caminho do esquecimento.
Alguém que parte e se esconde,
Na escuridão do isolamento.

Há sempre um adeus nos olhos,
Uma gota escorrendo em face.
Há sempre uma mão agitando,
O lenço branco da partida.

E os passos rápidos,
Dos que não admitem olhar para trás,
Temendo a sorte daquilo,
Que uma estátua de sal se tornou.

E partem levando lembranças,
E deixam saudades imemoriais,
E curvam sua fronte no espaço imenso,
Da solidão que nos resta como acalento.

Lauro de Freitas, 27 de junho de 2007.


Walsimar Brandão

Nenhum comentário:

Bem vindo

Agradeço a sua visita. Volte sempre.

Pesquisar este blog

Seguidores