HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE SE VAI
Há sempre alguém que se vai,
No caminho do esquecimento.
Alguém que parte e se esconde,
Na escuridão do isolamento.
Há sempre um adeus nos olhos,
Uma gota escorrendo em face.
Há sempre uma mão agitando,
O lenço branco da partida.
E os passos rápidos,
Dos que não admitem olhar para trás,
Temendo a sorte daquilo,
Que uma estátua de sal se tornou.
E partem levando lembranças,
E deixam saudades imemoriais,
E curvam sua fronte no espaço imenso,
Da solidão que nos resta como acalento.
Lauro de Freitas, 27 de junho de 2007.
Walsimar Brandão